A consistência do eu
No desespero da noite ecoa o grito,
rasgo o pano, quebro as máscarasm
abraço-te, enlaço-te, sou eu
sou apenas eu
sou tão eu
tão agoniantemente
eu
Marco-me nos espaços onde a psique
se fere, marco-me nos outros e em mim
com ferro em brasa que queima
a inocência do sonho obtuso.
Sou torta e maldita,
eu
que sou
apenas eu
que sou
tão eu
tão agoniantemente eu
a imprevisível, a agreste, a crua
a sem sentido, a maga e a sacerdotisa
que enfeita o destino com cores da paleta
de deus. Abençoam a maldição
que o é o meu beijo,
atravessam mares e odisseias e voltam
voltam na angústia de me quererem.
Eu, que sou apenas eu,
tão eu,
tão comovedoramente eu,
tão consistentemente eu
serei sempre eu
para sempre eu
condenada à fogueira da honestidade
e do suplício dos olhos sem fim
ah...
eu que sendo eu
que sendo tão eu
sou tantas maravilhas, tantas agruras, tantas verdades.
Publicado por Fairy_morgaine em fevereiro 5, 2009 12:41 PM
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Serás sempre Tu . . e por esse mesmo facto serás sempre maravilhosamente Tu . Tal como a tua escrita, que és Tu também na tua mais bela forma de o seres, especiaL .