Silêncio branco
No silêncio benigno da tarde
implodiste, no espasmo do orgasmo
e
[amo-te]
abraçaste-me o corpo cansado
apagaste o rasto quente de dor
e
[amo-te]
num soluço gritaste as palavras
(ou terás sussurrado?)
e
[amo-te]
entregaste-mas, ainda vivas
ainda pulsantes.
Havia silêncio nessa tarde,
mas era branco, entregou-se na valsa
dos gemidos
e
[amo-te]
porque as palavras existem e se entregam
quando o silêncio é benigno.
Publicado por Fairy_morgaine em novembro 16, 2008 10:42 PM
pode ser impressao minha, mas parece me ter sido um poema em conjunto;
como se . . .
' [ a m o - t e ] '
. . . estivesse a ser te sussurrado ao longo de todo o poema