setembro 09, 2008
A entrega
Navego no som da tua voz que me transporta ao infinito do tempo, à passagem do mar e da ternura.
Perscruto o teu rosto e os teus lábios. Dormes. Cubro os teus lábios com a suavidade dos dedos, com a nudez da pele pálida.
Tens as pálpebras fechadas. Pergunto-me que sonhos corrompem a inocência do teu sono. Ainda adormecido estendes um braço e enlaças-me. Apagas de mim as dúvidas e os caminhos.
És quente e és real. Estás a meu lado e respiras-me no pescoço. Suspendo a respiração quando sinto os teus dedos irrequietos na brancura do meu seio. Sei-te acordado.
Mergulhas a tua alma na curva da minha anca, na humidade do meu desejo, mergulhas em mim.
Tapo o teu rosto com os meus cabelos, tapo os teus lábios com os meus, a gravidade da tua solidão a rasgar-me a alma e o sexo.
Sinto-te. Sinto-te mesmo quando não estás, mesmo quando trazes em ti a poeira dos dias e das noites.
Gemes no meu ouvido e na transformação dos meus braços no teus braços e na tua imensidão.
Explodes e implodes em mim. Uma vez e outra.
Sussurras-me: "Sabes o que é a paixão?".
Entrego-te o meu silêncio e o meu orgasmo.
Publicado por Fairy_morgaine em setembro 9, 2008 04:08 AM
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Fairy, fairy, como eu adoro as tuas palavras.
A forma mais pura de ser, 'A' paixão .
Adora a tua forma de ser Genuína e Pura .
Entendo-te. Espero-te.
que melhor lhe podias entregar?
Um beijo minha amiga.
declamada, esta poesia tem outro sabor...
e sim..
que melhor poderias entregar?
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