junho 11, 2008
Desconheço-te
Desconheço a caneta, o destino
e as palavras com que selas
a incapacidade de sentir.
Conheço-te os símbolos, os esgares
E os queixumes. Conheço-te.
Fechas atrás de ti todas as portas,
todas as ausências, apagas
o nome de todas as mulheres
e meninas que abraçaste
Pregas o amor nas esquinas
do teu corpo, pregas os teus passos
na curva do teu sorriso.
Desconheço os teus pés, os rumos
com que enfeitas a tua cama.
Guardo o teu cheiro e o
teu sabor na agressividade
Do retorno. (Res)guardo-te.
Arqueio o corpo na ânsia do afago
que não perdura, no sopro desalentado
da memória, no vasto tropor do meu
coração.
Sinto-te.
Tic Taque.
Tic.
Taque.
Finda mais uma noite em
que a tua voz
não acaricia os meus cabelos.
Publicado por Fairy_morgaine em junho 11, 2008 11:29 PM
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Fairy, fairy . .
« Finda mais uma noite em
que a tua voz
não acaricia os meus cabelos. »
entro nesta poesia que me adorna até onde me perco.
parabens por + 1 belo texto.
É sempre bom voltar aqui...
Um beijo
Fairy,
Escrevo-te do Brasil. Há a algum tempo que me encantas com textos tão lindos... Perdoa-me a invasão, a leitura silenciosa e quieta que tenho feito. Tuas palavras têm soado aos meus ouvidos como música e ainda não achei no espaço cibernético, por mais que procure, composições tão belas. Não estranha-me o fato de seres habitante do país onde nasceu Fernando Pessoa, o maior, os mais genial de todos os poetas. Obrigada pela emoção de poder-te ler. Um beijo de paz, agradecimento e muita, muita admiração.