julho 17, 2007

A rotura

O dia amanheceu perigosamente
escuro, fechou-se uma porta
ruidosa e eu soube.
Simplesmente soube
que o Fim tinha chegado.
Deixei escorrer todas as lágrimas
que ficaram por chorar
dos anos que vivi por ti e para ti.
Nada mais restou do que vivemos.
Apenas e, tão só a lembrança
vaga de um sonho que me faz
gemer noite dentro,
o corpo sulcado pela fome de
uma solidão verdadeira.
Acreditei ter-te dentro do peito,
acreditei verdadeiramente poder
ser banalmente tua.
Lentamente o entorpecimento
abandona o meu corpo,
os lábios movem-se,
retomo a respiração.
Apago o teu nome de mim.
Já não quero ser
banalmente
tua.

Publicado por Fairy_morgaine em julho 17, 2007 07:49 PM
Comentários

Seria tao mais simples se conseguissemos assim apagar esses nomes de nós mesmos, estes nomes que nós mesmos cravamos no nosso próprio coração. Se pudessemos ao menos mandar em nós, se conseguissemos dizer 'Nao! Nao quero mais!' e seguir isso. Se ao menos tudo se tornasse mais simples...


Um Beijo

Afixado por: Espelhos da Alma em julho 18, 2007 10:36 PM

A população de uma rua da cidade de Almada está indignada com a falta de ética política e desrespeito a compromissos assumidos por alguns autarcas, nomeadamente a Presidente da CMAlmada, que não querem respeitar uma decisão democrática do Governo, a favor dos residentes locais.
Aceda a http://triangulodaramalha.blogspot.com e veja as razões dos moradores.
A imprensa escrita não divulga actualmente esta atitude antidemocrática da Presidente da Câmara e seus acompanhantes.

Afixado por: residente em julho 19, 2007 02:40 PM

Nada é assim tão simples. Mas temos de simplificar para conseguirmos erguer a cabeça e seguir em frente. Há sempre um momento em que experimentamos algo semelhante... Beijos ***

Afixado por: Cakau em julho 19, 2007 03:37 PM

Espero ansiosamente o dia em que poderei fazer minhas as tuas, belas, palavras...

Afixado por: Eu em julho 19, 2007 09:47 PM

Sabes, minha irmã Morgaine, quando um amor julga que acabou há ainda tanto Amor! Mesmo no maior gelo ainda crepita...
A rotura é sempre muito antes do fim e só há fim se deixarmos (quase sempre). Já vi muitas vezes o verdadeiro Fogo acontecer depois de "fins" :)
Beijos!

Afixado por: Fata Morgana em julho 19, 2007 11:15 PM

E com as considerações fiquei sem te dizer uma coisa importante: gostei imenso do teu poema!

Afixado por: Fata Morgana em julho 19, 2007 11:17 PM

Querida Sílvia
Também há fins... sem eles não haveria princípios, nem recomeços.
Um beijo
Daniel

Afixado por: Daniel Aladiah em julho 20, 2007 03:40 PM

Dear Sílvia..
De facto muitas as vezes sem termos consciência, tudo se passa como escreves...
E ao ler estas lindas e grandiosas letras,lembro o que me disseste:"descobrirmo nos na escrita de alguem é maravilhoso".

Obrigada!!

Beijo

Sophia

Afixado por: sophia em julho 21, 2007 07:40 PM

Gostei de aqui pisar...
deixo-te um frase de Saint Exupéry
"Quem passa por nós não nos deixa sós...deixa um pouco de si e leva um pouco de nós"

Afixado por: contornus@hotmail.com em julho 26, 2007 03:50 PM

O ultimo verso e tao forte que chega a doer... adorei passar por aqui...
Bjs meus

Afixado por: Diva em outubro 23, 2007 07:29 PM