abril 24, 2007

Civilização

Devo-vos dizer que não há poesia em mim hoje. Nem ontem. Nem anteontem.
Ando excessivamente civilizada...

Sílvia

Publicado por Fairy_morgaine em abril 24, 2007 04:21 PM
Comentários

Pois é. Eu também. E isto do estado civilizado é uma merda. Só escrevo quando estou na fossa.
Bom feriado e um beijo.

Afixado por: João Norte em abril 24, 2007 06:26 PM

Qdo puderes, passar pelo meu cantinho escuro :)

Dark kiss

Afixado por: Dark-me em abril 24, 2007 11:12 PM

Vamos, então, escrever poesia. Civilizadamente.

Abraço.

Afixado por: Confúcio Costa em abril 26, 2007 01:29 AM

Por quanto o tempo passa,
não deixa marca,
apenas doce saudade
do tempo vivido.

A cidade retira, destrói
o olhar sonhador,
o pensamento furor?

Não será antes,
isso uma permissão nossa
não consciente, mas profunda
no âmago do nosso ser?

Seremos nós, meras marionetas
do tempo e da civilização
que apenas se encontram
consigo próprias,
nos cantos e recantos do ser
que ocasionalmente ousam viver?!

Afixado por: funny em abril 27, 2007 12:35 AM

E se abandonasses a civilização e voltasses a ser aquela bárbara que tão bem escreve poesia e não só? :)
Um beijo
Daniel

Afixado por: Daniel Aladiah em abril 27, 2007 09:50 PM

deixa-te disso fofa, a poesia não nasceu para ti


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PLAY BALL

Duas vozes juntas fazem magia
feitas de lego acabado de nascer,
solúveis perante os inexplicáveis da química
ficam prostradas na esquina à espera de morrer.
Suspiros solitários frustram-me os ouvidos
disparam tiros de plasticina ao acaso,
amanhã não aguentarei procriar os ruídos
que me magoam os dentes do siso.

Exaspera a orquestra sinfónica da angústia,
na inócua opressão de impossível saudade
prevejo o constante quebra-cabeças da culpa
donde emerge na desilusão, a maioridade.
Sê parte minha sabedoria desconhecida sempre
com receio a enfrentar insectos em cio letárgico,
sê mosca feliz mas não o faças à minha frente
as cores do dilema cansaram-se, agora sou o sádico.

Vou deixar o engano apodrecer lentamente,
cá no fundo, mesmo na gema
para fazer ferida profunda que possa olhar diariamente,
sem partilhar,
sem viver se não me apetecer,
deixar hélia miséria entrar por mim adentro e
instalar-se no seu antigo repouso,
senti-la alterar a cara para toda a gente ver
que a tristeza existe,
mas sem nunca to dizer.
IN FOTOSINTESE 2002

Afixado por: LINFOMA-A-ESCROTA em abril 30, 2007 10:30 AM