fevereiro 22, 2006

O abismo de Ana - Capítulo I parte III

10 de Janeiro de 2005 15:34

Ana escreveu no caderno negro e dourado que trazia oculto na mala enorme cheia de tralha sem sentido para os outros e carregada de sentidos para si:

"As pessoas pensam que o amor pode tudo.
Que permite esquecer.
Que permite perdoar.
Que permite esconder dos outros e de nós mesmos a verdade única e inabalável.
As pessoas pensam muitas coisas. A grande maioria prova-se errada quando confrontada com a crueza da vida.
E eu... gosto disso."

Na perspectiva de Ana, Marco é uma daquelas pessoas que crê piamente que o Amor pode tudo. Pode apagar tudo. Pode sobreviver a tudo. À falta de confiança e conteúdo. À falta de intimidade e cumplicidade. À falta de assunto. À falta dos ingredientes que constroem o núcleo da relação.
O amor é uma festa atómica dos sentidos, pensou ela. O amor é um engano das hormonas e dos afectos.
O amor, pensou Ana, é uma merda.

Publicado por Fairy_morgaine em fevereiro 22, 2006 10:16 PM
Comentários

Quem pensa que o Amor tudo pode, nada por ele faz.

Afixado por: OffLimitZ em fevereiro 22, 2006 10:29 PM

o amor:
a: arde-me um pulmão inteiro do lado do coração
m: morde-me a boca toda aberta na raíz do corpo
o: ouve-me o grito onde deixas perder a tua mão
r: respira-me por dentro quando apagares o fogo

beijinho, alice

Afixado por: alice em fevereiro 23, 2006 03:08 PM

O amor é um abismo. Lança-se quem não quer, afunda-se quem nele se perdeu...

Afixado por: Eye of Hórus em fevereiro 23, 2006 07:08 PM

hmmm... abriu o apetite para o que aí venha ;-)

Afixado por: amcatarino em fevereiro 23, 2006 07:15 PM

Esperemos que o amor seja mais do que a junção de dois compostos químicos, que seja mais que uma corrente eléctrica a passar entre duas pessoas, no fundo que o amor não seja uma prova de que somos autómatos. Sejamos livres também no amor!
Beijinhos

Afixado por: André em fevereiro 23, 2006 08:49 PM

Ana vive no seu abismo, sobrevoada por nuvens escuras e medonhas. Ana tem uma mente transbordando de pensamentos confusos, esvoaçando ameaçadoramente sobre a sua cabeça. Marco entende o Amor. Ana não entende o Amor. Marco fala consigo. Ana fala de si, das suas loucuras e confusões. Marco sabe que o Amor é aquilo que ele é. Ana vive a ilusão de que o amor é dos sentidos, do corpo que vê ao espelho. Ana, submergida pela ilusão, faz de si uma merda...

Afixado por: Amaral em fevereiro 24, 2006 10:56 PM

o zulu tem um recado para ti

www.zuludasmeiasaltas.blogspot.com

lê o regulamento

Afixado por: zulu em fevereiro 26, 2006 01:55 AM

O que se resume a nossa vida senão a uma procura constante de Amor? E o queremos nós, no fundo da vida, senão Amar e ser Amados? É verdade que cada um tem uma perspectiva pessoal, egoísta ou não do mesmo Amor. É certo que esse mesmo Amor é definido consoante o ponto de vista individual de quem o sente. Porém, é igualmente verdade e certo de que o Amor é só um, e que não existem vários Amores. O Amor pode-se manifestar de diferentes formas, já que ele liberta e preenche a vida dos sêres que o vivam na sua pureza. Aqueles que o buscam têm de ter em mente de que é impossível moldar o Amor aos seus próprios caprichos, pois nenhum mortal o pode julgar como sendo só seu, e forçar outros a amar como ele quer. O Amor é para ser vivido a dois em liberdade, mas com respeito pela liberdade de cada um dos amantes. Sem máscaras de conveniências, nem mentiras de ocasião. Amor é para ser vivido na íntegra, sem complexos nem receios. O Amor foi feito para atravês dele, o Homem simplesmente, amar. Muitas felicidades para a Rainha das Fairys, e pelo seu belo e interessante romance que na minha modesta opinião merecia a publicação de um livro, dado a sua originalidade e o seu poder de atracção, verdadeiramente electrizante. Sobre as personagens da narrativa, eu creio que Ana precisa de perceber que o Amor é algo descomplicado e que o Marco esse, precisa ainda de amadurecer, para compreender o que é verdadeiramente amar alguêm.
[Dominio dos Anjos]

Afixado por: HumbertotheWizard em fevereiro 27, 2006 10:56 PM

O abismo da Ana tem sentido...e eu, sem lógica semtida, sem nexo no caminho, encontro-me nela.

Um beijo

Afixado por: Princesa* em março 1, 2006 08:11 PM