setembro 13, 2005

Poesia vã (ou um nada branco a atravessar-te a retina)

Estou vazia.
De palavras.
De sentidos.
De ti.
De mim.

Vazia.

Sem expressão.
Sem começo.
Sem fim.
Um imenso
nada.

Um nada
obtuso,
negro.

Um nada
branco.
Quando atravessa
a tua retina.
Quando queima
a tua alma.

Um nada
nas palavras.

Poesia vã
dentro do meu
coração.

Publicado por Fairy_morgaine em setembro 13, 2005 03:32 PM
Comentários

nada.

Afixado por: Rita em setembro 13, 2005 04:05 PM

há muito que aqui não deixavas "nada"...mas deixastes um "nada" tão cheio de tudo!
Gosto muito de ler-te mas sabes Silvia sou inculta e sem nível para "nadas" dantescos e obtusos mas jamais sou vazia! Portanto nunca deixes de escrever...nadas! Um grande jinho verdadeiro e sincero.

Afixado por: Fatyly em setembro 13, 2005 07:26 PM

curioso...

Afixado por: F. em setembro 13, 2005 11:13 PM

Sempre que leio textos acerca da temática do vazio ocorre-me sempre o mesmo pensamento: como é que o vazio pode, ainda assim, gerar palavras?... Sendo que a palavra é algo 'cheio' de um significado. Paradoxal, n é? Faz-nos pensar que o sentimento do nada nunca é verdadeiramente real. há sempre um ponto de partida.
Gostei deste post :) Beijinhos

Afixado por: mood em setembro 13, 2005 11:24 PM

nenhuma poesia é vã...
Nunca!
E a tua, é tudo menos isso...
Beijo

Afixado por: Sandro em setembro 13, 2005 11:53 PM

Que saudades menina!!! E que lindo recomeçar...gostei muito!! Keep it up :)

Beijo grande,

Kacau

Afixado por: Kacau em setembro 14, 2005 12:17 AM

será vã?

Afixado por: Persephone em setembro 14, 2005 12:37 AM

o teu nada encheu-me, o teu branco ofuscou-me.saudades de te ler morgaine...beijo

Afixado por: hirondelle em setembro 14, 2005 04:33 AM

Primeiro, kero agradecer os comentários no meu blog, segundo dizer-te mais uma vez que gosto muito do que escreves, e terceiro, espero que continues a fazê-lo.bjs

Afixado por: sara em setembro 14, 2005 11:42 AM

Esse nada pode ser uma espécie de entrada num epécie de estado "zen" no qual tudo é vão: até a poesia. Só que esse estado é em si poesia, aliás porque é um estado descrito por uma poeta: por ti.
Beijinhos

Afixado por: André em setembro 14, 2005 12:19 PM

poetisa! desculpa

Afixado por: André em setembro 14, 2005 12:21 PM

Só eu nunca me sinto assim vazia. Se me desse para escrever coisas bonitas assim.....

Afixado por: Ofeliazinha em setembro 14, 2005 01:33 PM

conheço esse vazio.

Afixado por: lyra em setembro 14, 2005 09:37 PM

compreendo.te

Afixado por: Shadow em setembro 14, 2005 10:32 PM

Saudações! Gostava de convidar-te a visitar a página da banda WinterMoon em http://wintermoon.pt.vu . É uma banda de doom metal melódico, de Almada. Espero que gostes. Se quiseres deixar alguma crítica, também temos blog em http://wintermoondiary.cjb.net
Obrigado

Afixado por: The Dark Winter em setembro 15, 2005 10:45 AM

"ou um nada branco a atravessar-te a retina" foram palavras suas, depois de dizer que a poesia era vã. E... E... Não. Não posso ficar sem palavras agora.

Bom... eu li certa vez em um Mario Quintana, o nome do livro era, "A Cor do Invisível". Na aba do mesmo constavam uns versos marcados, que assim diziam: "O poema é uma garrafa de naufrágo jodada ao mar. Quem a encontra salva-se a si mesmo" Eu concordo com ele, e posso dizer-lhe que ao vir hoje em seu blog, encontrei a garrafa jogada ao mar, ao mar de lágrimas que me afogava por dentro... E encontrada a solução nessa garrafa de naufrágo que foi o teu poema, posso dizer que ele não foi vão, ao menos a mim. Obrigado.

Voltarei vezes mais, vezes que não carecem definir por estar em mente e coração que ouvirei os mais diversos gritos do silêncio. E acordarei. Acordarei diante de todos os seus pedidos de socorro. É isso.

Abraços do Sem Asas, Seth.

Afixado por: Seth em setembro 15, 2005 06:48 PM

Querida Sílvia
O vazio tem as suas compensações, predispõe-nos para que o possamos preencher.
Um beijo
Daniel

Afixado por: Daniel Aladiah em setembro 15, 2005 07:08 PM

Oiiiiiiiiiiii Sil, saudades de ti, das tuas palavras. És um ser transbordante - do nada e também do tudo, quando escreves, querida. Qtas vezes perguntamos onde deixamos os fiapos da existência? Sentimo-nos ocos, subtraidos na essência, perdidos na busca da porta que não se abre? É... mas sempre há uma nesga de liberdade e preenchimento e qdo chegam, voamos a seguir o vôo dos pássaros, livres, leves e soltos. Um beijo grande e saudoso.

Afixado por: anne em setembro 16, 2005 03:05 PM