Courage
Some Want To Think Hope Is Lost See Me Stand Alone
I Can't Do What Others May Want Then I'll Have No Home
So For Now Wave Good-bye And Leave Your Hands Held High
Hear This Song Of Courage Long Into The Night
So For Now Wave Good-bye Leave Your Hands Held High
Hear This Song Of Courage Long Into The Night
And The Wind Will Bear My Cry To All Who Hope To Fly
Hear This Song Of Courage Ride Into The Night
Battles Are Fought By Those With The Courage To Believe
They Are Won By Those Who Find The Heart
Find A Heart To Share
This Heart That Fills The Soul Will Point The Way To Victory
If There's A Fight Then I'll Be There I'll Be There
So For Now Wave Good-bye, Leave Your Hands Held High
Hear This Song Of Courage Long Into The Night
And The Wind Will Bear My Cry To All Who Hope To Fly
Lift Your Wings Up High My Friend Fearless To The End
So For Now Wave Good-bye, Leave Your Hands Held High
Hear This Song Of Courage Long Into The Night
Manowar "Courage" 1996 - Louder Than Hell
Sítios estranhos onde vou buscar coragem...
Publicado por Fairy_morgaine em
01:51 PM
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Pombas brancas
"Tell the truth you never wanted me... Tell me"
As verdades que ocultas
são como pombas brancas
imaculadas, nas minhas mãos.
Pequenos pontos referenciais
do teu corpo abandonado
na estrada que é a minha cama.
A ausência pesada do teu coração
e a chama fria da tua respiração
no meu pescoço que não queres
e não anseias. E que é
dolorosamente teu.
O negro opaco das paredes
que aprisionam os teus braços
e condenam as tuas lágrimas
ao fio condutor das minhas
pernas. O rio sereno que
apaga as pegadas suaves
que deixas nas noites em que
me tomas e me esqueces.
O vento fustigante que
grita lá fora as verdades
incompreensíveis
da tua aparência serenamente
quedada no final da existência.
Amanhã, dizes-me tu,
já não irás acordar
e as tuas pálpebras
fechadas vão cruzar
os sonhos de todas as mulheres
que amaste.
Deleitas-te com a única
maçã que os teus lábios
provaram, a verdade inabalável
da árvore vital.
Sabes-me.
Tocas-me.
Escondes os papéis com
os quais tapas o rosto
todas as noites que não
estás aqui e que percorres
o corpo nu de todas as mulheres
que amaste.
Proteges-me, pensas tu.
Proteges-me da tua ausência,
do teu rosto branco,
da barba hirsuta,
dos dedos esguios e assassinos.
Degustas as palavras
que um dia escreveste
para todas as mulheres que amaste.
A noite é um maravilhoso caleidoscópio,
dizes-me.
A noite é um manto que cobre
os erros da humanidade.
Deitas-te no chão.
Páras de respirar.
Deixas de existir.
Morres-me.
Morres.
Morres ao lamentar
todas as tuas ausências.
Deitado.
Finalizas a tua existência
sem poemas, nem palavras,
nem pombas brancas.
Nunca me irás contar as tuas verdades.
Morreram contigo.
Morreram contigo,
quedo,
aqui comigo.
Negro. Coberto pelo
manto materno da noite,
o ventre cansado e imortal
da lua cúmplice dos teus
desvarios febris.
Morres-me.
Escrito por Ela
Publicado por Fairy_morgaine em
06:52 PM
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A ausência do tempo
Há em mim uma solidão nefasta que me fala de ti.
Um sopro mágico de imensidão
e prata, como um manto que me cobre
e me aproxima do teu corpo e do teu
abismo.
Há em ti um poderoso magnetismo
que te leva ao mundo do sonho
e da bruma. Quedas-te no meu colo
ansiando pelo amor nunca partilhado,
pelas palavras jamais proferidas,
pelo sorriso não fingido.
Anseias pelo vulto que é teu
e sendo teu, é imprevisivelmente meu.
Há em nós um traço justo e
asfixiante que nos impele ao espaço
que é do outro e nos marca a alma e as
mãos, nos tatua os lábios
com a força implacável do tempo.
A ausência de tempo dentro
do quarto que é nosso,
da penumbra que é nossa
aumenta dolorosamente a presença
e as nossas mãos febris
que se tocam sem qualquer conivência dos nossos olhos.Há em ti um sopro de vida e de morte
que te torna o fim e o princípio de tudo,
do meu coração e do meu desespero,
das lágrimas negras que deito apenas
e tão só porque não estás aqui
onde vivo o passar do tempo
que ao não existir em nós,
me mastiga o rosto e apaga
toda e qualquer recordação onde
não estejas e não existas.
Tu, amor, só existes aqui,
neste quarto,
nesta escuridão,
nesta ausência-presença.
Tu, amor, só existes em mim.
Em nenhum outro lugar.
Não existes em ti.
Nem na tua casa.
Nem no teu espaço.
Nem no teu quarto.
Nem nos teus lençóis.
Tu, amor...
Só existes aqui, em mim.
Porque só aqui eu te sinto.
E só aqui tu te sentes.
A ausência do tempo
e do espaço torna-te enfim
pedaço de mim.
Belo.
A ausência de ti em ti mesmo
torna-te um espectro sem olhos
que me abraça e me deita no chão
e me engole.
Tu só és tu dentro de mim.
E eu... eu só sou eu quando
durmo, serena, no teu mundo.
Em ti.
Em ti...
Publicado por Fairy_morgaine em
08:46 AM
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