outubro 26, 2005

A saudade é a mais miserável das palavras

A saudade é de todas a mais
miserável das palavras.
É de todas
a maldita.

É de todas
uma faca fininha cravada
no coração.

É de todas
o destino incumprido
que se abate
na alma cansada.

A saudade é de todas
as palavras
a única que é tua.

escrito por

Irina Santos

Publicado por Fairy_morgaine em 11:09 PM | Comentários (23)

outubro 25, 2005

As palavras apagaram-te de mim

As palavras apagam-se numa fogueira
imensa de silêncio e insinuações
brancas. Restam-nos as mãos
quedas. Mortas.

As palavras apagam-se-me
nos olhos. Tatuam-se-me
na face pálida. Nada me resta.
Tu não me restas.

Ouço a tua voz longínqua
no tempo a dizer-me vezes sem conta
tudo o que não preciso ouvir,
a calar tudo o que quis ouvir.

Ouço-te no tempo.

As palavras apagaram-te
de mim.

escrito por
Irina Santos

Publicado por Fairy_morgaine em 03:40 PM | Comentários (11)

outubro 23, 2005

Solidão

Finalmente... a solidão.

Publicado por Fairy_morgaine em 07:46 PM | Comentários (12)

outubro 22, 2005

A poesia morre-me nos dedos

A poesia morre-me nos dedos.
A poesia esqueceu-se de mim.

Publicado por Fairy_morgaine em 09:23 AM | Comentários (10)

outubro 11, 2005

Eternidade

Tu, nesse teu mundo igual, renovas-te todos os dias em cada palavra, em cada ponto final.
Tu que tanto quis (quero?) conhecer.
Sei(te). E isso dói(me).

Nessas fotografias pergunto-me que rosto te olhará.
Pergunto-me se sentirás falta da madeixa de cabelo que deixaste no meu colo a crescer-me

nas mãos.

Sempre as mesmas perguntas.

Sempre e para sempre tu.

escrito por Irina Santos

Publicado por Fairy_morgaine em 04:49 PM | Comentários (27)

outubro 05, 2005

Infinito

A poesia só existe porque um dia, algures no tempo, alguém escreveu a palavra infinito.

Publicado por Fairy_morgaine em 02:49 PM | Comentários (14)