julho 21, 2005
Psique lilás
Sinto a intensidade das palavras a rasgarem-me as veias.
Sinto o corpo tremente de prazer antecipado (orgasmo intenso da escrita).
Água quente na pele branca. Água quente no cabelo escuro...
Os olhos perdidos no horizonte vago.
Abro os lábios para proferir as palavras. Respiro. Passo a língua, molho-os.
Suspiro.
Sinto as palavras... A emergirem dos olhos, a cairem no chão lavado do meu quarto.
A semearem-se no espaço vazio entre a cama e o armário.
Sinto o teu calor mesmo a meu lado.
Chego-me para ti.
Seguro-te pela cintura.
Dormes.
Sinto as palavras, o rodopio que é ter a boca a saber a maresia.
Pergunto-me o que sonhará a tua mente na escuridão da noite.
Pergunto-me o que serás tu, dentro de ti mesmo.
Dormes.
Aproximo os meus lábios dos teus.
Espero.
Sinto a tua respiração compassada.
Espero.
Dormes.
Aproximo mais.
Deixo que a minha respiração se cole na tua.
Estremeço na antecipação do prazer do beijo roubado.
Dormes.
Deixo-me cair na cama.
Abraço-te de novo.
Fecho os olhos. Daqui a pouco virão os sonhos.
A loucura dos meus mundos sem regras.
Pedaços da minha psique lilás.
Dormes.
Durmo.
Publicado por Fairy_morgaine em
09:37 AM
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julho 15, 2005
Dúvidas
Quero perguntar-te:
Porque me queres na tua cama?
Porque querias lamber-me os lábios, sugar-me os dedos?
Porque querias afogar os olhos vagos nos meus seios?
Porque esqueces tu os meus lençóis manchados?
Porque anseias o sabor do nunca provado?
Arranca de mim este menino, esta lágrima, este teu grito, arranca-te de mim,
arranca...
Os porquês da minha mente morrem na parede de silêncio dos teus olhos.
Publicado por Fairy_morgaine em
03:05 PM
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julho 14, 2005
Transparência do sentir
Afogo-me na intensidade do sentir, na imensa claridade do teu ser. A tua transparência inibe-te.
Afinal, dizes-me tu, se tens todas as respostas para quê as perguntas.
Porque quero ouvir de ti.
Publicado por Fairy_morgaine em
03:39 PM
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julho 12, 2005
Silêncio negro
O meu silêncio, hoje, não é branco.
É azul-cinza, negrume perdido
nos meus olhos enormes
onde cabem as tuas mãos,
os teus dedos fortes,
os teus lábios contraídos,
a dor da traição da vida.
O meu silêncio, hoje, não é transparente.
Espalha-se nos meus lençóis.
Desenho o teu nome nas paredes do
nosso quarto. Sei-te.
Fico à espera que me rasgues por dentro
e me descubras. Fujo do amanhã.
Tenho medo. Medo do abismo
que me sorri lá no fundo.
(aprendi com o passar incessante dos dias
que o Amor é o último dos nossos pensamentos
ao deitar, quando o corpo sangra manchas de
branco. manchas de dor. manchas de sorrisos
quebrados. aprendi com o passar dos dias
que o teu corpo é o meu único abrigo.
ainda assim, chove em mim...)
O meu silêncio, hoje, é negro.
Publicado por Fairy_morgaine em
03:17 PM
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julho 05, 2005
A falta de tempo
Apenas para avisar que estou em época de exames na faculdade, o que me rouba o tempo em que poderia estar a actualizar o blog.
Prometo que depois vos recompenso.
Um beijo imenso
Publicado por Fairy_morgaine em
03:51 PM
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