maio 27, 2005EstrelasExistem caminhos trilhados, pisados, engolidos. Mas eu não esqueço. Porque és tu que povoas que os meus sonhos, porque é a ti que encho de beijos quando te ausentas, é o teu corpo, os teus braços, a tua pele que acaricio quando não estás. Se sonhasses, amor, a ânsia que tenho de ser o teu sonho. De ser o teu início e o teu fim. Se pudesse inverter o caminho do Tempo, o passar surdo dos dias, o correr lento das horas, iria resgar-te nos teus caminhos, embalaria o teu ser no meu regaço e estaria sempre, sempre envolvida em ti. Fico a imaginar as horas pesadas em que não estás. Fico a imaginar os labirintos da tua mente. Fico a imaginar todos os pedaços de ti que me escondes. Os nossos filhos nunca serão um fim neles mesmos e sim um continuar perpétuo do amor que depositei em ti e vejo florescer. Entendes, amor, que o amanhã começa mais cedo? Publicado por Fairy_morgaine em maio 27, 2005 11:20 PMComentários
começa mais cedo quando o tempo avança e nós ficamos petrificados à espera de receber um alento na putrefacta manhã...beijinho. Afixado por: lacshimi em maio 28, 2005 01:02 AMtudo tem o começo que desejamos, sonhamos ou alcançamos, nunca mais cedo ou tarde...mas no exacto momento das emoções! Parabéns Silvia! Um jinho O amor tem que ser partilhado, se não é um poema publicado, como tantos que por aí estão... E, eu adoro poemas de amor... especialmente do amor, que arranco do meu coração. Abraço terno e que o teu amanhã, seja repleto de amor... Jinhos :-) Afixado por: Menina_marota em maio 28, 2005 04:29 PMas fadas têm bébés..? * Afixado por: Rita em maio 28, 2005 10:13 PMAcabaste por te deprimir no final do primeiro parágrafo pareceu-me... :) e sempre, mas sempre o amor... Afixado por: Mariadalua em maio 29, 2005 03:49 PMsê feliz** Afixado por: Persephone em maio 30, 2005 01:13 AMQue saudades de ler-te assim luminosa, Morgaine! Para mim um dos melhores textos que li aqui. O amanhã começou ontem, é assim que o passado constroi o futuro. Afixado por: ebola em maio 30, 2005 09:16 AMo passado serve paranos tornar quem somos.. pessoas melhores, mais vividas... te beijo Afixado por: Nê em maio 30, 2005 02:42 PMNuma estória do Borges existia uma seita para a qual a cópula, como os espelhos, era uma coisa abjecta porque reproduz os homens. No teu texto os filhos são a perpetuação do universo, a ligação entre as diversas épocas, como se afinal o Homem fosse sempre o mesmo pelas eras fora. Talvez os filhos mais do que corrigirem os nossos erros, como ecoa nas tuas palavras, os repitam! Mas depois o teu texto resolve-se, essa repetição é quebrada... |