agosto 16, 2004

A dor é a nossa forma de nos sabermos vivos

Pateticamente monótono.
É como por vezes percepciono o rumo da minha vida. Ela encalha em momentos estranhos mas passados e não se quer debruçar para o futuro.
O futuro não existe.
Só o presente e memórias metade vividas, metade sonhadas. Sabias que a nossa memória pode enganar-nos substituindo pedaços das nossas experiências não com factos reais mas sim com algo que tu pensas ter sucedido dessa forma? Preencher as lacunas com a tua percepção do acontecimento...
Quero pensar que a minha memória é toda ela sonhada.
Já te aconteceu teres dúvidas se realmente sonhaste algo ou simplesmente aconteceu?
To me it happens all the time.
Talvez toda a nossa vida seja um sonho. Talvez seja apenas mero exercício ilusório da nossa mente.
Então... porque dói tanto?
Porque a dor é a nossa forma de nos sabermos vivos.

in "Memórias de uma Rapunzel sem asas"

Publicado por Fairy_morgaine em agosto 16, 2004 11:40 PM
Comentários

É a 1ª vez que cá venho, e confesso-me surpreendida pela positiva, não só pelo aspecto mas também pelo que é escrito. Ficareipor cá a ler um pouco mais...gostei imenso de "Rosário" " se eu morresse?
Ias amar outra como me amas a mim? Ias tocá-la e ansiá-la como me anseias a mim?"

É assustador pensar assim...

Gostaria que me visitasses também no SAPATOS VERMELHOS.

Afixado por: cristiana em agosto 17, 2004 10:28 AM

Nestes nossos percursos, quando olhamos para trás, afagando memórias, podemos baralhar tudo. O que vivemos, de facto? O que é "nosso" e não resultado de fusões com narrativas que escutámos, experiências de outras pessoas, filmes que vimos?
Quantas pessoas se questionam depois de ler Proust se as mães também lhes entalavam os cobertores, os beijavam, os afagavam assim, como naquele ritual nostálgico?
Gosto muito do que escreves, Fairy :-)

Afixado por: Dora em agosto 17, 2004 01:52 PM

É, a nossa cabeça prega-nos partidas. Imagina que eu, durante algume tempo após a morte de alguém amigo, continuo a falar da pessoa no presente e vejo-a a passar no seu carro, a atravessar na passadeira...horas depois lembro-me e percebo que não era, era outra pessoa. A minha cabeça recusa-se a aceitar a morte. Deve ser isso. Beijinho.

Afixado por: Monalisa em agosto 17, 2004 01:53 PM

Entrei cá devagarinho...é a 1ª vez. Li com muita atençao este último texto. Por incrível que pareça eu não tenho medo de morrer...Não quero é acreditar que quem eu mais gosto, sejam pessoas queridas, ou os meus animais de companhia, possam partir à minha frente. Disso é que eu temo.
Espero que me visites.
Bjos.

Afixado por: Estrela do mar em agosto 17, 2004 04:16 PM

É a primeira vez ke visito este blog e gostei bastante...acho ke vou continuar a visita-lo e se ñ te importas vou linkar-te...
comentando um pouco sobre o teu ultimo texto...a mim ja...ja me aconteceu ñ saber se tou a sonhar ou se é real...geralmente acontece-me isso em momentos felizes, pois a minha vida em geral é tão triste que custa acreditar que a momentos que podem também ser felizes..ñ sei se esse é o teu caso...
bjx e visita o meu blog se quiseres...

Afixado por: Gotika_Girl em agosto 17, 2004 05:15 PM

É a primeira vez ke visito este blog e gostei bastante...acho ke vou continuar a visita-lo e se ñ te importas vou linkar-te...
comentando um pouco sobre o teu ultimo texto...a mim ja...ja me aconteceu ñ saber se tou a sonhar ou se é real...geralmente acontece-me isso em momentos felizes, pois a minha vida em geral é tão triste que custa acreditar que a momentos que podem também ser felizes..ñ sei se esse é o teu caso...
bjx e visita o meu blog se quiseres...

Afixado por: Gotika_Girl em agosto 17, 2004 05:16 PM

Mas fica no ar a pergunta...

"Porque temos de sofrer para para nos sentirmos vivos?"

Afixado por: Sandro em agosto 18, 2004 09:36 AM