junho 27, 2004

sonhos moribundos

E quando os meus sonhos morrerem finalmente e eu tropeçar neles, perdidos no chão da casa que nunca chegou sequer a ser nossa?
E quando os apanhar, simplesmente para não jazerem a apodrecer e a matar a minha mente?
Os anos passam e com eles esvai-se a inocência da felicidade.
Conheces o sentimento da felicidade?
Eu pensei que a conhecia, pensei que a domava até.

Um dia acordei e ouvi ao longe o som de um violino. E não sei porquê chorei.
A melodia vinha morrer junto aos pés da minha cama e eu abracei o meu corpo e deixei-me ser sacudida por violentos soluços.

Conheces a palavra violência? Para uns é uma palavra. para outros feridas atravessadas no rosto.

E quando os sonhos morrerem?
Que farei eu com a carcaça do meu coração?

Sabes, ontem disseram-me que o coração é uma mentira de um homem louco que viveu há muitos anos atrás. Disseram-me também que o amor não mora no coração. Mora nos ouvidos e na língua e que quando paramos de lamber os lábios esfaimados de beijos então, o amor morreu.

E quando o amor morrer?
Que farei com as promessas, com as carícias ainda por trocar, com os beijos semi-clandestinos???

Meu amor, meu sonho... e quando me morreres?

Publicado por Fairy_morgaine em junho 27, 2004 08:14 PM
Comentários

E a palavra "Vida", sabes o que significa ou como deve ser definida?

;)

Afixado por: Cemsenso em junho 27, 2004 08:39 PM

Deambulas pelos abismos.
Mas nem assim deixas de fazer arte pura.
Na verdade és uma purista no sentido literal do termo.
Escreves como poucas pessoas o fazem, Sílvia.

Beijitos.

Afixado por: LetrasAoAcaso em junho 27, 2004 10:34 PM

:)

O Amor e o Sonho morrem lado a lado com a Vida... Quando eles se forem irás também. Até pode ser que fique um corpo morto, uma alma sem coração, mas a Vida, no verdadeiro sentido que tem, essa, foi-se.

Gosto.

*

Afixado por: Catarina em junho 27, 2004 11:23 PM

Até a morte, os sonhos não devem morrer. Sinto-te triste, mas ao mesmo tempo, quero achar que apenas escreves, como todos os poetas, sentindo ou não.
Escrevo e tudo que escrevo, quem lê, imagina que aquilo é autobiográfico e nem sempre é. Agora eu que estou a ler-te, sinto essa dúvida. Passas tanta emoção, tanta dor, que dá vontade de logo dar-te o ombro.
Beijos , linda. Fica bem!

Afixado por: anne em junho 30, 2004 07:52 PM

Até a morte, os sonhos não devem morrer. Sinto-te triste, mas ao mesmo tempo, quero achar que apenas escreves, como todos os poetas, sentindo ou não.
Escrevo e tudo que escrevo, quem lê, imagina que aquilo é autobiográfico e nem sempre é. Agora eu que estou a ler-te, sinto essa dúvida. Passas tanta emoção, tanta dor, que dá vontade de logo dar-te o ombro.
Beijos , linda. Fica bem!

Afixado por: anne em junho 30, 2004 07:53 PM